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A Bienal na mídia...
Projeto Busca democratizar o acesso à literatura nas periferias do Brasil
26/09/2019
POR PAULA JACOB
Apesar de o Brasil ser um país com uma pluralidade de histórias e contadores, o mercado editorial ainda está restrito aos escritores homens. Segundo dados levantados pelo Centro de Pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), 70% dos livros publicados entre 1965 e 2014 eram de homens. Destes, 90% eram de homens, brancos, de classe média alta, nascidos no eixo Rio-São Paulo - algo longe de ser a realidade da maioria da população brasileira. O acesso à literatura, portanto, também se fecha nesta “bolha intelectual”, afastando interessados e possíveis leitores de novas histórias. Insatisfeito com este cenário, Mateus Santana desenvolveu a Bienal do Livro da Quebrada, um evento pensado para democratizar o acesso à literatura nas periferias do país.
“A literatura já é um espaço de pouco acesso. Na periferia, ela ainda chega de forma agressiva, em uma linguagem que a gente não entende, porque viemos de uma formação educacional ruim”, explica Mateus em entrevista à Casa Vogue. O evento ainda está em fase de pré-produção e captação de recursos, mas possui diretrizes bem estabelecidas. Além da fomentação da leitura na periferia, Mateus quer trazer apresentações de slam, shows e oficinas de escrita para inspirar outros jovens. Nascido na Ceilândia, cidade satélite do Distrito Federal, e crescido na Samambaia, ele conta o quanto a literatura foi importante no seu processo de autoconhecimento e no crescimento profissional. “O acesso aos livros me ajudou a escrever melhor, me inspirou a cursar faculdade [ele é formado em Publicidade e Propaganda] e a me tornar um escritor profissional”, pontua ele, que é autor de O amor ao próximo é legalizado.
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Bienal do Livro da Quebrada quer divulgar a cultura literária das periferias brasileiras
28/06/2019
POR CECÍLIA GARCIA
Durante suas andanças em eventos literários, o escritor Mateus Santana, autor do livro “O amor ao próximo é legalizado, pode usar sem medo”, sempre notou uma ausência de diversidade nos expositores e frequentadores.
“As grandes editoras publicam majoritariamente homens brancos de classe média do eixo Rio-São Paulo. Onde estão as mulheres, os negros, os indígenas, os LBGTs, a maioria dos brasileiros?”.
De acordo com pesquisa publicada pelo Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da Universidade de Brasília (UNB), mais de 70% dos livros publicados por editoras entre 1965 e 2014 foram escritos por homens; 90% deles por homens brancos, de classe média e do eixo Rio de Janeiro/São Paulo.
É para romper com as estatísticas e diversificar, tanto quem frequenta, quanto quem expõe, e os locais onde acontecem eventos literários no Brasil, que o escritor lança a Bienal do Livro da Quebrada. “É para gente poder levar a nossa literatura e por meio da nossa linguagem”.
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Em meio à criminalização da periferia, autor negro aposta em Bienal da Quebrada: “As pessoas brancas não estão acostumadas com a ideia de que quem escreveu o livro que elas tanto gostam não é um homem branco de barba”
10/08/2019
POR ANA PAULA SOUZA
Nascido e criado em Samambaia Norte, periferia de Taguatinga- região administrativa do Distrito Federal- Mateus Santana se viu, desde cedo, prejudicado pela precariedade da educação pública. O jovem, que pouco aproveitou o ensino “agressivo” oferecido em sua escola, mal conheceu autores da literatura brasileira durante o colegial; tal fato, segundo Mateus, em decorrência da inexistência de bibliotecas públicas em sua favela, aliado à quase nula existência do Estado no processo de incentivo à leitura.
“Como toda periferia, a gente não recebe a educação adequada. É uma educação escassa e, em consequência disso, muita coisa que era pra gente ter recebido nesse período escolar a gente não recebe ou então chega na gente de uma maneira muito agressiva”, conta. A ideia de criar a Bienal do Livro da Quebrada surgiu ao passo que Mateus foi percebendo a potencialidade criativa da favela e a necessidade do morro acessar obras literárias, bem como o asfalto. Após um Tweet que rendeu feedbacks positivos relacionados ao tema, Mateus passou a escrever o projeto em editais e, hoje, conta com parceiros por todo o país. A meta, segundo o autor, é criar uma cadeia produtiva em larga escala, ao abrir espaço para que a periferia se comunique por meio de múltiplas formas “Por não termos a construção literária convencional, muitos de nós não escreve, mas a gente se comunica através de diversas manifestações artísticas, seja pela dança ou pelo teatro, por exemplo.” Embora ainda não haja financiamento, Mateus conta que o objetivo é ocupar as periferias de todo o Brasil, começando pelo Nordeste.
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Jovem sonha em Bienal do Livro na periferia
Autor de livro e morador da periferia do Distrito Federal, Mateus Santos trabalha na ideia de evento sobre literatura
12/09/2019
POR LUCAS VELOSO
Mateus Santana tem 27 anos. É nascido e criado em Samambaia Norte, periferia de Taguatinga, no Distrito Federal . O menino sempre frequentou a escola pública e, durante esse período, percebeu a necessidade das pessoas que moram nas periferias acessarem literatura.
Na juventude, sentiu mais necessidade de conectar as pessoas com os livros e criou o esboço da Bienal do Livro da Quebrada. O objetivo do evento é o de incluir a periferia na literatura e permitir que as obras escritas por essa população sejam publicadas.
Mateus também é escritor do livro ‘O amor ao próximo é legalizado', obra sobre o sentimento e suas diversas formas.
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Atividades
Algumas das atividades a serem englobadas pelo evento: shows, palestras, rodas de conversa, arrecadação e doação de livros, concursos literários, lançamentos de editais e de livros, oficinas, exposições, batalhas de poesia falada, batalhas de Mc’s e outras apresentações artísticas.
Eventos
A Bienal da Quebrada como instituição se propõe também a participar de eventos externos. Desenvolvendo a promoção não só da Bienal como também dos ideais e valores que ela leva consigo.
Ao participarmos de eventos buscamos informar a quem interesse sobre nosso trabalho e nossos valores, além de também nos colocarmos receptivos para doações, formação de novas parcerias, conexões e encontro de novos voluntários.